Textos
TEATRO
Chorei ao nascer, ao sentir a dor,
Chorei de paixão sem saber razão,
Sem compreender o que era o amor,
Afeto, medo, desengano, desilusão.
Chorei por não ser o primeiro a chegar,
Sem ver que a vida é lenta construção;
Hoje choro sem poder, sem saber explicar,
Por dores que não são do meu coração.
Chamam-me velho chorão, sem medida,
Que chora por tudo, sem justa razão;
Mas não percebem, na plateia da vida,
Sou palhaço e ator em eterna função:
Sorrio sozinho, num abraço contido,
E faço das lágrimas minha canção.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 12/06/2026