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SEM ROSTO
SEM ROSTO
O caos guarda ordem,
a desordem tem medida.
E quando tudo parece fim,
há sempre um recomeço escondido.
Eu já me perdi,
já me deixei levar
pela correnteza da desilusão.
Mas então, alguém —
um desconhecido —
me estendeu a mão.
Não pediu nada,
não esperou retorno.
Apenas lutou,
protegeu,
fez revelar verdades
que muitos não queriam ver.
A ti, guardião anônimo,
sou grato.
És abrigo,
és resistência,
és luz em meio ao caos.
Que tua coragem ecoe,
que tua bondade floresça,
mesmo sem nome,
mesmo sem rosto.
Pois tua luta silenciosa
é o que mantém viva
a esperança do mundo.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 10/06/2026