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A PORTA INVISÍVEL
A PORTA INVISÍVEL
O verso que se escreve não alivia a própria alma de quem o concebeu;
É voz que grita contra a surdez fria pelo emudecido que o mundo esqueceu.
Fala por si, pelo outro, pelos seus, no ofício bruto de quem busca a luz;
Enquanto a vida mói os sonhos na máquina que o tempo nos conduz.
Em vida, o bardo segue à revelia, sem ser lembrado na lida diária;
Depois da cinza e da fumaça sombria, é logo esquecido na cova solitária.
Mas a poesia é a porta que se abre na casa oculta onde a alma faz morada;
Invisível acalanto para quem sabe ouvir o riso ou o gemido na jornada.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 20/05/2026