Textos
Istmo de Tempo: breves despedidas
A última hora morreu,
pariu um segundo,
um istmo de tempo.
Todo encontro é saudade
após a despedida,
um breve até mais.
Toda dor sentida,
embalada em choro,
se dissolve num sorriso.
Só a fome se vai,
prometendo voltar
depois do pão.
Mas o amor... ah, o amor!
Não se despede como a luz.
Mesmo ferindo, se multiplica.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 12/04/2026