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COROA DE ESPINHOS
A soberba do pavão
o impede de enxergar a feiúra dos pés.
O submisso, o alienado,
só contempla os pés e a escuridão
da cova que cava,
em busca de uma ilusão prometida.
A religião embala a pobreza
com promessas de céu,
para cordeiros que carregam culpas inventadas.
Quem recusa o abate solene,
quem protesta e segue outro caminho,
carrega cruzes pesadas
e recebe coroas de espinhos.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 03/04/2026