Textos
Uma Transa Qualquer
O amor repousa esquecido,
Enquanto o desejo se resume a “ficar”.
O sexo, breve relâmpago,
Não é sagrado nem apenas carnal:
É espelho da insegurança,
Um palco onde o sedutor se exibe.
O prazer já não mora no encontro,
Mas na vitrine da conquista sem alma,
Ou, pior, na sombra da violência,
Na submissão comprada pelo poder.
E antes de ser trágico, é quase cômico:
Os laços de agora parecem esquecer
A volúpia, a entrega, a paixão —
A chama que outrora iluminava o corpo
E incendiava o coração.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 01/04/2026