Textos
MEDO
Essa inquietude que a idade não doma.
Não conheço limites: assumo riscos,
mudo o rumo, mesmo contra o vento.
Lanço-me ao centro dos redemoinhos
para defender ideias, firmar posição.
Se preciso, atravesso o olho do furacão,
bebo da tempestade até que se aquiete.
Nado contra a correnteza só para provar ao rio
que não me escondo em meandros,
não contorno rochas nem montanhas.
Mas há um temor que me paralisa,
um frio que me faz tremer:
— a solidão.
Só de pensar em te perder, penso: é o fim!
O mundo inteiro desaba sobre mim.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 13/03/2026