Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
EM CONSERVA
Na mente vazia
do conservador autoproclamado,
nada é tão obscuro quanto o óbvio.
O mundo é pontual, obtuso,
onde só existe um lado.

Degenerescência, indecência:
a geometria humana do pensamento
se revela monocromática, opaca.

Tudo se reduz a um deus malcriado,
performático, violento, punidor,
cujo domínio pertence a homens,
patronos de púlpito e pastor.

Em pasto ralo, ovelhas ruminam ignorância,
alimentadas pelo terror de um inferno
que apavora Dante em seu túmulo.

Mas o sol nasce, ousado,
permitindo-se ser espetáculo de alvorecer,
mesmo quando tentam aprisioná-lo
em cabeças doentias.

Nas masmorras dessas prisões religiosas,
a corrupção circula como moeda:
liberdade vendida sob promessa
de tornar-se rico, impostor,
miseravelmente rico.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 17/02/2026
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