Textos
Carnaval no Quintal
No sábado de carnaval, enquanto a cidade se enche de batuques e desfiles, há quem celebre de outra forma. No quintal, longe da multidão, um baile silencioso acontece entre plantas e lembranças.
As flores, coloridas e majestosas, parecem se insinuar como foliãs improvisadas. Algumas oferecem buquês vermelhos, outras escondem armadilhas discretas: abelhas que rondam pétalas como segredos guardados.
O dançarino solitário não precisa de máscaras nem fantasias. Seu carnaval é íntimo, feito de passos entre vasos e folhas, de beijos imaginados em corolas abertas.
E há promessa de futuro: em novembro, os frutos nascerão. Serão a memória viva desse baile discreto, onde a alegria não depende de avenida, mas floresce no quintal.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 14/02/2026