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ATRAVESSANDO O SILÊNCIO
Esse vício na droga da humanidade,
Essa razão que insiste em ser humana,
Nos atos, diante da dura verdade,
Que tanto dói e fere, e não se sana.
Ah, essa sina de sentir profundo,
De sofrer pelo invisível e incerto,
Essa loucura de amar sem ter o mundo,
De lutar sem jamais ser descoberto.
Talvez não seja aqui o meu lugar,
De ter nascido e me tornado gente,
Provindo de um passado a se apagar.
Ou, quem sabe, num futuro diferente,
Pertencer ao que não se pode pesar,
Ou vagar só de passagem, indiferente.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 14/02/2026