Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
ORELHA, O CÃO HUMANO
Confesso-me meio desiludido
Com pobres, pretos e favelados
Que não aprendem algum latido
E como cães não são educados.

Mais de cem, impiedosamente fuzilados
Foram servidos em banquetes nos palácios
Na mídia, em programas especializados...
Vergonha! Não leram a bíblia, flor do lácio

Nunca se embriagaram com vida e poesia
Não há bondade na realidade em que espelha
A pobreza do dinheiro, a vileza, a hipocrisia.

Ah, se meu latido soasse tão alto, se ouviriam
Os ganidos, os alaridos, o pavor do cão orelha...
Se como cão eu evoluísse, também me matariam?
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 30/01/2026
Alterado em 31/01/2026
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