Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos

CONFISSÃO

Juro: não queria cometer mais este poema.
Cadeia é pouca por denunciar meu dilema.
Mas não contive a revolta, que foi tamanha,
E disse à coragem: foi uma façanha!

Eu, que sempre tornei cativos meus sentimentos,
Não me contive — e, exatamente nesse momento,
Resolvi expô-los ao mundo, sem medo ou vergonha,
Como quem desperta alguém que acordado sonha.

Confesso meu crime sem pudor, sem destemor:
— Sou culpado, sim, de amar desbragadamente,
Ainda que o amor só existisse em minha mente.

Sou culpado. Podem prender-me, torturar,
Doravante direi o quanto amo loucamente,
Até que alguém, por mim, venha também me amar.

Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 30/01/2026
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