Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
SOLIDÃO DO POETA
Há dias em que a poesia se esquiva,
latente, oculta na mente do poeta;
não se deixa prender, desliza furtiva,
orgulhosa, senhora de si — nada a afeta.

Noutros dias, invade o poeta em tormenta,
quer fugir, saltar pelas janelas dos olhos,
mergulhar na folha que a espera sedenta,
cantar, festejar como pombas em arrolhos.

O poeta, às vezes, é apenas morada,
como um templo que guarda oração e fé;
outrora, ruína, casa vazia, abandonada.

E transcende, quando a matéria se desfaz em pó,
nuvem de sentimento em qualquer tempo que houver:
tempestade, calmaria — e pela poesia, morre só.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 27/01/2026
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