Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
MATEMÁTICA, VIDA E POESIA
MATEMÁTICA, VIDA E POESIA

Os números sempre foram meus companheiros de jornada.
Nasci em 28 de maio de 1961, e hoje carrego comigo 64 anos — anos intensos, vividos com paixão e entrega.
Quando somo 20 + 5 + 1961, encontro 1994: o ano em que renasci, ao ingressar no serviço público federal. Ali, descobri uma nova forma de existir. Hoje, aposentado, agradeço a Deus e às tantas mãos que me sustentaram nesse caminho.
Amanhã, 28 de novembro de 2025, a soma 28 + 11 + 2025 revelará 2064. Os dois últimos dígitos espelham minha idade, como se o tempo me devolvesse em cifras aquilo que sou. Nessa data, renasço outra vez. Minha vida e minha dignidade foram resgatadas por pessoas a quem devo gratidão infinita.
2064 – 1994 = 70. Setenta anos de existência entre dois nascimentos. Para o professor — sobretudo o de matemática — o tempo não é linha reta: é curva, é espiral, é infinito. Trabalhamos antes, durante e depois do trabalho. Até no descanso, seguimos ensinando.
Não me queixo. Se pudesse, escolheria novamente a matemática. Poderia ter seguido outros caminhos, mas em nenhum deles entregaria minha alma com tanta intensidade. Transformar vidas, formar cidadãos, semear justiça — eis a missão que me fez inteiro.
E assim sigo: entre números e renascimentos, entre cálculos e gratidões, entre o tempo que passa e o tempo que se recria.

Prof. Dr. Carlos Ociran Silva Nascimento.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 27/11/2025
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