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GRATIDÃO
GRATIDÃO
Pelas pedras que em mim foram lançadas,
E outras que segurei com minha mão;
Pelas dores — reais ou imaginadas —
Por não curvar-me quando tinha razão.
Gratidão pelos falsos e pelos amigos,
Que me mantiveram sempre em atenção;
Por quem me deu abrigo em seus abrigos,
E por quem me estendeu sincera mão.
No fim, a justiça sempre resplandece,
Mesmo que falhemos na leitura,
Ou duvidemos da oração, da prece.
A vida segue — bela e insegura —
E no ocaso, quando tudo esmorece,
Surge um alívio que adoça a amargura.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 12/11/2025