Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
PALESTINA
PALESTINA

A fome não dói mais que a injustiça;
A dor que sangra não mais importa.
O cheiro de cadáver, fresca carniça
Não fere as narinas na casa já sem porta

Os ouvidos calaram-se para os estampidos
Das bombas que trovam sobre as cabeças
Das vítimas transformadas em bandidos
Em jogo sujo, sórdido com marcadas peças.

Em nome do Deus da perversa religião
Varrem do mapa a nação que havia
Negando a água, abrigo e provisão.

Genocídio! Mata-se com exposta covardia
A esperança, criança, mulher e ancião.
Antes, porém, mataram a democracia.


Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 20/09/2025
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