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PROFISSÃO: MENTIR
PROFISSÃO: MENTIR
A mentira, como a conhecíamos tradicionalmente, causava danos principalmente ao mentiroso e, eventualmente, à pessoa caluniada — quando esse era o caso. Com o advento da internet e a avalanche de informações consumidas apenas pelos títulos, sem aprofundamento ou verificação das fontes, a mentira passou a causar prejuízos à sociedade como um todo.
A mentira revestida de um resquício de verdade e movida pela maldade — a (MAL)dita meia-verdade — provoca danos irreparáveis. O mais alarmante é que mentir tem se tornado uma forma lucrativa de ganhar dinheiro: a “profissão” dos que não trabalham, mas ocupam seu tempo arquitetando golpes, tramas e enganos. Pessoas ingênuas — e até mesmo aquelas consideradas espertas — acabam traídas pela promessa do ganho fácil e rápido.
Muitos políticos, ontem e hoje, usam o discurso como ferramenta de manipulação, ilusão e vantagem pessoal, perpetuando-se no poder por meio de parentes e correligionários. Diria, sem hesitar, que são cúmplices.
O caso mais emblemático de político mentiroso, sem escrúpulos e de caráter duvidoso, é o de um homem com aparência juvenil, que não trabalha nem produz. O mais espantoso é que foi justamente ele o deputado mais votado de seu Estado. O chamado “Chupetinha” representa, até agora, o exemplo mais vergonhoso de degradação moral e ética que um político pode alcançar.
Infelizmente, tudo indica que ainda não aprendemos a votar.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 16/09/2025