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MALEDISSÊNCIA
MALEDISSÊNCIA
Deus presenteou-me com o chão da terra
Para onde voltamos quando tudo se encerra.
Deu-me o espaço para divagar e chamar de céu;
Estrelas e astros para enfeitar meu imaginário chapéu.
Deu-me o livre arbítrio e viçosa imaginação
Deu-me companhia para medir a solidão;
Também me deu orgulho e escala de valor
Para não me moldar em bacia ou tambor.
Deu-me precioso e auto conhecimento
Para que eu saiba de mim, do meu lugar
E não me submeter a deplorável julgamento
De quem não tem raso discernimento
E diz mais de si quando se põe a falar
Fazendo da língua vazadouro parlamento.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 25/08/2025