Poeta matemático
Um matemático que escreve poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
CORTEJO
CORTEJO

O tempo escorre qual desatada sangria...
Somos a sombra do que já fomos um dia
Outrora fulgor, vigor, vertiginosa ousadia
Hoje arrastamos a saudade, a letargia

Não sabe a apressada juventude
Que o erro é do humano que se ilude.
Sabedoria não vem com inquietude;
A pressa é o breve atalho da ataúde.

O velho é empurrado ao esquecimento,
A morrer revivendo sua jornada,
Regando o passado com lamento.

Quantos heróis se vão, na dor calada?
Quantos, ao canto lúgubre do vento,
Veem seu enterro — sem sepultada a alma?
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 04/08/2025
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