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POENTE
POENTE
Hoje sou tapera, casa abandonada
Mas já fui movimentada estrada,
E muitas vezes servi de ponte
Servi como fonte - agora sou poente
Do que construí, tenho quase nada
Somente registros da minha jornada.
Extraviei, abusei, fui inconsequente
Imolei-me quando ajudei muita gente.
Não me arrependo de nenhuma ação
Longe de ser perfeito, fiz o que pude
E tudo que fiz foi com boa intenção
Com algumas pessoas fui duro na atitude
Mas nunca desonesto. Para isso não presto!
Na minha cabeça reina ainda a juventude.
Não vivo cada dia como se fora o resto
Do tempo que não carece de virtude.
Vivo cada momento sem freio ou cabresto.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 20/07/2025