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PEDRA DE GELO
PEDRA DE GELO
Sou casmurro de cabeça quente...
Às vezes benevolente e boa gente.
Confundem-me como asno, burro
Perco a estribeira e sai no murro.
Sou filho da ordem e da razão vigente
Impulsivo e, por vezes, inconsequente
Sou também filho da lógica e da emoção
Tenho toque, medos sem explicação.
Pareço exageradamente humano
Mas sei ser frio, calculista e vingativo.
Transito entre o divino e os profanos
Quando perdido, peço colo e lenitivo...
Aprendi pela dor ao longo dos anos
A agir, lutar, pois que nada é definitivo.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 06/07/2025