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DIVÓRCIO DO ESPARTILHO
DIVÓRCIO DO ESPARTILHO
Assim como o vento gasta a pedra
A ferrugem e o tempo corroem o aço
A madeira com o tempo se quebra
O homem é carcomido pelo cansaço
Vai-se apagando contínua e lentamente
A vida vai moendo e deixando o bagaço
Todo movimento ordena e o corpo geme
Não mais por um carinho, um ousado abraço
Como estrela cadente perde o brilho
Carregando luz, desejo e promessa
Torna-se trem desgovernado, sem trilho
Mas o andar é lendo, sem pressa
É o divórcio do corpo e do espartilho
É a cortina que fecha ao fim da peça
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 14/06/2025
Alterado em 17/06/2025