Textos
SER
SER
Sou quase nada!
A existência medida
Num tempo infinito.
Sou do tamanho exato
Dos devaneios noturnos
Na proporção que vagueio
Entre sonhos e tropeços.
No mercado da vida
Valho nada, pois sem preço
Também não tenho prece
Para fazer escambo.
Com passos mais lentos
Porque a pressa é inútil
Já sei aonde vou chegar.
É nesse vagar da existência
Que teço versos avulsos
Com versões de mim mesmo.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 06/06/2025